V

Em novembro, minha prima faz aniversário então teve festa. Juntaram três aniversariantes da família e fizeram a festa numa acadêmia do Rafael que vai abrir. Estava a família toda, eu de boa até quando chegou os amigos da prima. Milenna, Thamires, Bruno, Danrlei e Victor. Não conversei muito com eles, apenas mais com as meninas e uma vez com o Bruno quando chutou uma bolinha na mini-balada.

Uma hora estava encostada na entrada dessa tal balada quando vieram Milenna e Thamires perguntando se eu ficaria com o Victor, fiquei com medo aliás minha família tava ali mas ele era gato, não podia desperdiçar. Então aceitei e elas disseram que iam dar cobertura, e correram pra falar com ele. O nervosismo bateu em mim, fiquei inquieta, pensamento e coração a mil. Decidi ficar perto da minha mãe, se tivesse que acontecer elas iam me chamar, não ia ficar pondo pressão no menino. Minha prima me chama de volta pra lá então voltei. Tinha um circulo formado e um espaço para mim, de um lado Victor e do outro Thamires, eu acho. Segurei na mão do Victor, tentei guardar tudo que pudesse, e da Thamires quando minha prima fala: - Aaawn que lindo, ele pegou na mão da minha prima!

Não entendi nada mas continuei ali, até fiquei feliz desse comentário dela. Eu gostei bastante dele, o jeito dele, o olhar, o sorriso. São coisas que me chamam bastante atenção e ele conseguiu, totalmente. Então passou as festa de final de ano e chegou dia 4 de janeiro, aniversário da tia Soraia. Eu fui lá com minha mãe, tinha um povo da família. Então estava eu, Joyce, Milenna, Thamires e Bruno  na rua quando toca o telefone do Bruno: - Victor? Messias? Victor! Eai Victor… - enquanto se afastava olhando pra mim e eu pra ele. Thamires sacou mas Milenna não, elas se olharam, entenderam e a Milenna disse que o negócio ia ficar louco olhando pra mim, ai nós quatro acabamos rindo. Então depois entrei, e chegou os três meninos. Fiquei super sem jeito de ir lá ficar com os três, insegurança talvez. Fiquei um pouco. Então tive que ir embora, estava todo mundo na rua, digo nós. E eu nada boba, fui me despedir pessoalmente de todos só para ter a chance de chegar mais perto dele e não me arrependo aliás passei educação, certo? rs Então ontem fui dormir na casa da minha prima e ela de vez em quando falava do Victor, era pra ele ter ido na casa dela mas não foi. Então hoje a tarde chega os três meninos. Fui um pouco depois pois minha sobrinha pequena estava comigo. Dei um oi geral e encostei na porta ao lado da minha prima. Conversamos, rimos. Trocamos talvez dois ou três olhares. Queria parar o tempo para olhar ele mas… impossivél.  Aí uma hora Danrlei chama a minha prima para um papo a sós, eu tive que ficar segurando a porta por causa da cadela filhote que chegou aquela manhã na casa e o Bruno e Victor ficaram na rua conversando. O Bruno uma hora pegou a cachorra e veio conversar comigo, gostei. Depois minha prima foi falar com o Victor, e ficou eu, Bruno e Danrlei sem nada pra fazer. Minha prima implorava pra ele, eu me senti meio mal tipo eu estava ali, não podia ter falado comigo? Ai ela se revoltou, e eles foram embora. Ai eu perguntei o que havia acontecido lá fora, e ela disse que nada. Mais tarde perguntei, e ela disse que ele tava de glicose anal. Mais tarde perguntei novamente, não estava satisfeita, queria detalhes. Então ela fala que ele havia dito que gostou de mim, então empurraram a gente mas ele não sabe, não quer. Fiquei super-mal parecia que tinha levado um fora, aliás me iludi e me iludo fácil apesar de tudo. Ainda mais que estava carente e disposta a acreditar que algo podia dar certo. Ela disse que essa era a segunda vez que ele fazia isso, mas que ela VAI fazer ele ficar comigo, vai pegar no pé dele. Chorei e tudo.  

Então decidi que da próxima vez que eu o encontrar e tiver esse povinho junto sem nenhum adulto, tipo minha mãe, eu vou falar com ele, cara-a-cara. Avisar minha prima pra ela não dá a louca, e chamar ele num canto. Falar pra ele pra parar com esse pombo-correio, sei lá, e perguntar se ele realmente quer ficar comigo. Se disser sim, ótimo. Se não, fazer o que? Tentei. Ele pode estar esperando uma atitude minha até porque o nosso meio de comunicação são os amigos e é estranho. De forma estranha e desconfiante, eu estou disposta a fazer isso. Quero muito ver ele, resolver isso. Me apeguei muito a ele, não quero que fiquei assim sem um final. Desejo de verdade que dê certo, adoraria ter ele como meu namorado.

(Source: stylenanda)